"Aroma agradável"
Uma das grandes evidências de que Jeová e o Deus Pai revelado por Jesus
Cristo são pessoas diferentes é a questão dos sacrifícios e holocaustos.
O próprio bom-senso nos leva a repudiar a idéia de que Deus teria algum
tipo de prazer ao receber um sacrifício de animal para o seu deleite. No entanto, é
exatamente essa a idéia que temos ao ler várias passagens no Velho Testamento,
onde isso é declarado de forma muito enfática.
É o caso de Gênesis 8:20, onde lemos que o cheiro do holocausto de animais
oferecido por Noé agradou a Jeová. É simplesmente inconcebível se pensar que o
cheiro da carne queimada pudesse agradar o Deus Absoluto, que é espírito, e quer
procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade, como ensinou Jesus
em João 4:23 e 24.
Em Êxodo 29:18, Jeová confirmou que a queima da carne no fogo produziu
um aroma agradável para ele. Nessa mesma oportunidade, Jeová deu detalhes de
como devia ser feito o sacrifício dos animais e quais os animais que eram
considerados “limpos” e adequados para esse tipo de ritual.
Um fato semelhante aparece também em Êxodo 29:38-42, Jeová deu mais
detalhes sobre os holocaustos, ordenando que a cada dia fossem sacrificados dois
cordeiros de um ano, sendo um de manhã e o outro ao entardecer. Isso deveria ser
perpetuado por todas as gerações dos judeus.
Além de ordenar a Moisés que lhe dedicasse os sacrifícios de animais, Jeová
solicitou que ele transmitisse isso ao povo de Israel, como está escrito em Êxodo
20:22-24.
Em Levíticos 22:17-30 Jeová acrescentou mais alguns detalhes a respeito
dos animais que seriam aceitos nos sacrifícios. Aqueles que tivessem algum tipo de
defeito seriam rejeitados e considerados inaptos para o holocausto.
Ao que parece, o cheiro dos holocaustos parecia apaziguar Jeová quando
estava irado, pois em Êxodo 24:4-7 lemos que Jeová apareceu aos líderes de
Israel; bebeu e comeu com eles, logo em seguida à uma oferenda de sacrifícios,
que foram realizados tal como Jeová havia ordenado.
Vemos uma evidência desse gosto pelo derramamento de sangue e queima
da carne de animais também em Gênesis 15:1-21, quando Jeová ordenou a Abraão
vários sacrifícios, num ritual macabro onde os animais foram cortados ao meio e
suas carcaças foram expostas, até que aves de rapina foram atraídas pelo cheiro
dos animais mortos.
Abraão começou então a enxotar aquelas aves, e deve ter ficado muito
horrorizado com aquele teatro de terror e desapontado com o caráter daquele deus
sanguinário, que de vez em quando lhe cobrava coisas absurdas.
Além do sentimento bárbaro revelado pela consumação da carne queimada,
Jeová parece nutrir também o desejo de se manifestar com poder e alarde, como
por exemplo em Levíticos 9:24, quando saiu fogo da presença de Jeová
consumindo completamente os holocaustos, trazendo grande alegria e euforia ao
povo de Israel, que aprendeu a valorizar esse tipo de truculência.
Esse tipo de culto ordenado por Jeová, que se utiliza de holocaustos e
oferendas vivas faz lembrar muito os trabalhos e “despachos” praticados nos
segmentos religiosos espiritualistas de origem afro-indígenas, tais como a
Macumba, Umbanda, Quimbanda, Feitiçaria, Vodu e Candomblé, com o sacrifício de
animais para agradar as “entidades” e os “orixás”, os quais parecem ser muito
ávidos pelo derramamento de sangue de seres vivos.
Algumas pessoas tentam minimizar o gosto de Jeová pelos sacrifícios de
animais, citando I Samuel 15:22 e 23, onde Samuel afirmou a Saul que Jeová tem
mais prazer em que obedeçam a sua palavra do que em sacrifícios e holocaustos.
No entanto, se analisarmos o contexto desse episódio, constataremos que a
desobediência que irritou Jeová consistia no fato de que Saul não destruiu
completamente o rebanho dos amalequitas, poupando alguns animais que foram
considerados de boa qualidade!
Instituto de Pesquisas Bíblicas Avançadas
Institute of Advanced Biblical Researches
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